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Choque Elétrico

Foto do escritor: Edson Júnior
Edson Júnior
6 de jul. de 2022
4 min de leitura

Atualizado: 12 de out.

O choque elétrico acontece quando uma corrente elétrica atravessa o corpo humano, podendo provocar desde contrações musculares e formigamento até queimaduras graves, alterações no funcionamento do coração e parada cardiorrespiratória. A gravidade depende de fatores como a intensidade da corrente, o tempo de contato, o caminho percorrido pelo organismo e as condições da pele.


Choque Elétrico
Choque Elétrico

Os acidentes podem acontecer em diferentes situações, como ao tocar em fios desencapados, utilizar equipamentos com isolamento danificado, manusear aparelhos elétricos com as mãos molhadas ou entrar em contato com instalações defeituosas. Também existem riscos durante tempestades, em atividades próximas a redes elétricas e em serviços realizados sem os procedimentos adequados de segurança.

Compreender como esses acidentes acontecem é fundamental para reconhecer situações perigosas e adotar medidas preventivas. A eletricidade faz parte da rotina das residências, dos comércios e das indústrias, mas sua utilização exige instalações bem executadas, dispositivos de proteção adequados e cuidados permanentes para preservar a vida.


O que é o choque elétrico e como ele acontece?


A corrente elétrica pode atravessar o corpo quando existe uma diferença de potencial entre dois pontos e se estabelece um caminho condutor. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma pessoa toca em um condutor energizado enquanto mantém contato com outro ponto em potencial diferente. O organismo passa a fazer parte do circuito, permitindo a circulação da corrente.

A gravidade do acidente não depende apenas da tensão nominal da instalação. A intensidade da corrente que atravessa o corpo, o tempo de exposição, o percurso interno e as condições de contato influenciam os efeitos fisiológicos. A pele molhada ou lesionada, por exemplo, pode apresentar menor resistência elétrica, favorecendo a passagem de corrente em determinadas condições.

Os acidentes também podem acontecer por contato indireto, quando uma parte metálica de um equipamento fica energizada devido a uma falha de isolamento. Uma máquina de lavar, um chuveiro ou outro aparelho com defeito pode representar perigo se as medidas de proteção não estiverem funcionando adequadamente. Conhecer as causas do choque elétrico e os fatores biológicos envolvidos ajuda a compreender por que até contatos aparentemente breves podem ter consequências graves.


Quais são os efeitos da corrente elétrica no organismo?


Os efeitos variam conforme as condições do acidente. Em situações menos graves, podem ocorrer formigamento, dor e contrações involuntárias dos músculos. Quando a corrente atravessa regiões importantes do corpo, especialmente o tórax, pode interferir na atividade elétrica do coração e comprometer a respiração. Por isso, a ausência de marcas visíveis na pele não significa necessariamente que a vítima esteja fora de perigo.

As queimaduras elétricas também merecem atenção. A corrente pode produzir lesões nos pontos de contato e danificar tecidos mais profundos, mesmo quando a área atingida parece pequena. Além disso, uma contração muscular involuntária pode provocar quedas, fraturas e traumatismos, especialmente quando o acidente acontece em escadas, telhados, postes ou plataformas elevadas.

Entre os sinais de alerta estão perda de consciência, dificuldade para respirar, dor no peito, palpitações, confusão mental, convulsões e queimaduras. Nessas situações, é necessário acionar o atendimento de emergência. Mesmo quando os sintomas parecem leves, uma exposição significativa à eletricidade pode exigir avaliação médica, pois algumas complicações não são evidentes imediatamente. Os diferentes efeitos do choque elétrico demonstram a importância de não subestimar esses acidentes.


O que fazer em caso de acidente elétrico?


A primeira medida é garantir a segurança de quem pretende ajudar. Nunca toque diretamente em uma pessoa que ainda possa estar em contato com uma fonte energizada, pois você também pode se tornar vítima. Se for possível sem se expor ao risco, interrompa a alimentação elétrica pelo disjuntor ou pela chave geral. Em acidentes envolvendo redes de alta tensão, fios caídos ou instalações desconhecidas, mantenha distância e acione os serviços de emergência e a concessionária responsável.

Depois que a fonte de energia estiver comprovadamente interrompida e a situação for segura, verifique se a vítima responde e respira normalmente. Ligue para o SAMU, pelo número 192, ou para o Corpo de Bombeiros, pelo número 193, conforme a situação, e siga as orientações do atendente. Se a pessoa estiver inconsciente e não respirar normalmente, inicie as manobras de reanimação somente quando a cena estiver segura, seguindo as instruções recebidas ou aplicando a técnica se tiver capacitação.

Se houver queimaduras, não aplique pomadas, óleos ou receitas caseiras. Evite manipular áreas lesionadas e não retire roupas grudadas na pele. A vítima deve receber atendimento médico, principalmente quando houver perda de consciência, sintomas cardíacos, dificuldade respiratória, queimaduras ou suspeita de passagem da corrente pelo tórax. A prioridade é interromper a exposição com segurança e obter assistência profissional rapidamente.


Como prevenir acidentes e proteger as instalações?


A prevenção começa com uma instalação elétrica corretamente projetada, executada e conservada. Fios deteriorados, tomadas quebradas, conexões frouxas e equipamentos com isolamento danificado devem ser corrigidos por profissionais qualificados. Também é importante evitar improvisações, adaptadores utilizados de forma inadequada e circuitos sobrecarregados, que podem contribuir para falhas e condições perigosas.

O uso de dispositivos de proteção adequados é outra medida fundamental. O dispositivo DR pode detectar determinadas correntes de fuga e interromper a alimentação rapidamente, reduzindo o risco de acidentes em situações previstas para sua atuação. Ele não impede todos os choques e não substitui o aterramento, o isolamento adequado, os disjuntores ou as demais medidas de segurança.

O aterramento elétrico também desempenha uma função importante na proteção das pessoas e dos equipamentos, desde que esteja corretamente projetado e integrado aos dispositivos de proteção. As instalações devem seguir os requisitos aplicáveis da NBR 5410, que estabelece critérios técnicos para sistemas elétricos de baixa tensão. Em ambientes profissionais, a prevenção deve incluir ainda procedimentos de trabalho, capacitação, autorização e cumprimento das exigências da NR-10.

Portanto, prevenir acidentes elétricos depende da combinação entre instalações adequadas, equipamentos de proteção, manutenção e comportamento seguro. Nunca intervenha em circuitos energizados sem qualificação e procedimentos apropriados, nem ignore sinais de falha, como cheiro de queimado, faíscas ou desarmes frequentes. A informação e a prevenção são essenciais para reduzir riscos, proteger o patrimônio e, acima de tudo, preservar vidas.




Edson Júnior



Choque Elétrico Definição, e Fatores que Aumentam a Gravidade.
EJ Serviços Elétricos



 
 
 

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