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Disjuntor Termomagnético

Foto do escritor: Edson Júnior
Edson Júnior
17 de jun. de 2022
5 min de leitura

Atualizado: 23 de set.

O Disjuntor Termomagnético é um dos principais dispositivos utilizados na proteção de circuitos elétricos. Sua função é interromper automaticamente a corrente quando ocorre uma condição anormal, como uma sobrecarga ou um curto-circuito. Dessa forma, ele ajuda a proteger os condutores e os demais componentes da instalação contra os efeitos provocados por correntes excessivas.



Disjuntor Termomagnético
Disjuntor Termomagnético

Para entender a importância desse equipamento, é necessário conhecer como ocorre sua atuação, qual é a diferença entre sobrecarga e curto-circuito e como os padrões DIN e NEMA se relacionam com os modelos encontrados nas instalações. A escolha correta também depende das características do circuito, da carga conectada e das condições da própria instalação elétrica.


Como funciona o disjuntor termomagnético?


O funcionamento do disjuntor termomagnético combina dois mecanismos de disparo: um térmico e outro magnético. Eles atuam em situações diferentes e permitem que o mesmo dispositivo ofereça proteção contra diferentes tipos de sobrecorrente.

Quando ocorre uma sobrecarga, a corrente permanece acima do valor adequado para o circuito durante determinado período. Esse excesso provoca aquecimento no elemento térmico do equipamento. Se a condição continuar, o mecanismo de disparo entra em ação e interrompe a alimentação do circuito.

No caso de um curto-circuito, a corrente pode aumentar de maneira muito rápida e atingir valores extremamente elevados. Nessa situação, o mecanismo magnético atua de forma mais rápida, interrompendo o circuito para limitar os efeitos dessa corrente anormal. Por isso, o funcionamento termomagnético reúne duas formas complementares de proteção.


Sobrecarga e curto-circuito: qual é a diferença?


A sobrecarga elétrica ocorre quando a corrente que passa por um circuito ultrapassa o valor previsto para sua operação. Isso pode acontecer, por exemplo, quando vários equipamentos são ligados simultaneamente em um circuito que não foi dimensionado para aquela demanda.

Quando essa condição permanece por determinado tempo, os condutores podem aquecer excessivamente. O aumento da temperatura pode comprometer o isolamento dos cabos e, dependendo das condições da instalação, aumentar o risco de danos e até de incêndios.

O curto-circuito é diferente porque pode provocar uma elevação muito intensa da corrente em um intervalo muito pequeno. Ele ocorre quando existe uma ligação de baixa impedância entre pontos que deveriam permanecer eletricamente separados. Por essa razão, a atuação rápida da proteção é fundamental para reduzir os efeitos dessa falha sobre o sistema elétrico.


Disjuntores DIN e NEMA


Os disjuntores encontrados no mercado podem seguir diferentes padrões construtivos. Entre os mais conhecidos estão os modelos associados aos padrões DIN e NEMA, que surgiram em contextos normativos distintos e apresentam características próprias de construção e aplicação.

A sigla DIN vem de Deutsches Institut für Normung, o Instituto Alemão de Normalização. O termo é amplamente associado ao padrão de montagem em trilho DIN, muito utilizado em quadros de distribuição modernos. Esse tipo de solução facilita a organização dos componentes e permite uma disposição mais padronizada dentro do quadro elétrico.

Já a sigla NEMA corresponde a National Electrical Manufacturers Association, uma associação norte-americana que desenvolve e publica normas e padrões técnicos relacionados a produtos e equipamentos elétricos. A comparação entre essas duas referências envolve características construtivas, dimensões, sistemas de montagem e aplicações específicas, como apresentado também em materiais sobre a diferença entre Disjuntores DIN e NEMA.

É importante, portanto, evitar a ideia de que um padrão é automaticamente adequado para qualquer situação. A escolha deve considerar o projeto, as características do circuito, o dispositivo de proteção necessário e a compatibilidade entre os componentes utilizados na instalação.


Da utilização dos fusíveis aos disjuntores


Antes da utilização ampla dos disjuntores, os Fusíveis eram muito empregados como dispositivos de proteção contra sobrecorrentes. Seu funcionamento dependia da fusão de um elemento interno quando a corrente ultrapassava determinado limite, provocando a interrupção do circuito.

Uma das diferenças práticas é que, depois da atuação do fusível, era necessário substituir o componente para restabelecer o circuito protegido. Nos disjuntores, depois que a causa da falha é identificada e solucionada, existe a possibilidade de rearme do dispositivo, desde que ele esteja em condições adequadas de funcionamento.

Essa característica contribuiu para a ampla utilização dos disjuntores nas instalações modernas. Além da facilidade de operação, a evolução dos quadros elétricos também trouxe soluções mais organizadas e compatíveis com diferentes necessidades de distribuição e proteção.


Como escolher o disjuntor adequado?


A escolha de um disjuntor não deve ser feita apenas observando o número de ampères indicado no equipamento. O dispositivo precisa ser compatível com o circuito que irá proteger e com as características da instalação.

Entre os fatores considerados estão a corrente de projeto, a seção dos condutores, a capacidade de condução dos cabos, o tipo de carga, as condições de instalação e a capacidade de interrupção do dispositivo. O objetivo é garantir que a proteção esteja coordenada com o circuito e que o equipamento interrompa a corrente quando ocorrer uma condição para a qual foi especificado.

Também é importante verificar as condições de uma instalação antiga. Componentes deteriorados, conexões inadequadas, alterações realizadas sem redimensionamento e dispositivos incompatíveis podem comprometer a segurança do sistema. Nesses casos, a substituição deve ser precedida por uma avaliação das condições existentes.

Os disjuntores utilizados em instalações atuais podem fazer parte de conjuntos de materiais elétricos organizados em quadros de distribuição, e sua especificação deve acompanhar o projeto e as características reais das cargas atendidas.


A importância do disjuntor na segurança elétrica


O disjuntor termomagnético não é apenas um componente usado para desligar a energia. Ele faz parte do sistema de proteção da instalação e precisa estar corretamente dimensionado para cumprir sua função.

Quando existe uma sobrecorrente dentro das condições previstas para sua atuação, o mecanismo térmico ou magnético interrompe o circuito. Isso reduz o tempo de exposição dos condutores à corrente excessiva e ajuda a limitar os efeitos da falha.

Entretanto, o disjuntor não corrige sozinho problemas de dimensionamento, instalações inadequadas ou conexões defeituosas. A segurança depende do conjunto formado por condutores, dispositivos de proteção, cargas, conexões, quadro elétrico e demais elementos da instalação.

Por isso, a instalação correta e a manutenção periódica são tão importantes quanto a escolha do próprio equipamento. Um dispositivo de proteção só consegue cumprir adequadamente sua função quando está integrado a um sistema elétrico projetado e executado de forma compatível com suas características.


Conclusão


O Disjuntor Termomagnético é um dispositivo fundamental para a proteção dos circuitos elétricos contra sobrecargas e curtos-circuitos. Seu funcionamento combina atuação térmica e magnética, permitindo responder a diferentes situações de sobrecorrente e interromper o circuito quando necessário.

Os padrões DIN e NEMA representam referências diferentes utilizadas na construção e aplicação de equipamentos elétricos. Da mesma forma, a evolução dos sistemas de proteção levou à ampla utilização dos disjuntores em substituição a soluções mais antigas, como os fusíveis.

Mais importante do que simplesmente escolher um modelo é garantir que o dispositivo seja compatível com o circuito, com os condutores e com as características da instalação. Dessa forma, a proteção deixa de ser apenas um componente instalado no quadro e passa a fazer parte de um sistema elétrico corretamente dimensionado e protegido.

A avaliação e a manutenção desses componentes podem ser necessárias em diferentes regiões. A EJ Serviços Elétricos possui páginas de atendimento para Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa e Macapá, facilitando o acesso ao suporte elétrico em diferentes localidades.



Edson Júnior







 
 
 

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