Aerogerador
- Edson Júnior

- 1 de jan.
- 3 min de leitura
O que é um aerogerador
O aerogerador é uma máquina projetada para transformar a energia cinética do vento em energia elétrica. Diferente de motores elétricos comuns, ele não “consome” energia: ele reage ao deslocamento do ar, convertendo movimento mecânico em eletricidade por indução eletromagnética.
Como o vento vira eletricidade
O vento atinge as pás com um ângulo calculado. Esse ângulo cria uma diferença de pressão que gera força de sustentação, fazendo o rotor girar. A rotação é transmitida ao eixo principal e, dependendo do projeto, passa por uma caixa multiplicadora ou segue direto para o gerador.
A eletricidade produzida inicialmente não nasce pronta para a rede. Ela passa por conversores eletrônicos que ajustam tensão, frequência e sincronismo antes de ser entregue ao sistema elétrico.
Principais componentes de um aerogerador
Rotor
Conjunto formado pelas pás e pelo cubo central. O diâmetro do rotor define quanta energia pode ser capturada do vento.
Pás
Construídas com materiais leves e resistentes, como compósitos de fibra. O formato lembra o de asas de avião, pois trabalham com aerodinâmica, não com empurrão direto do vento.
Nacele
Carcaça no topo da torre onde ficam o gerador, multiplicadora (quando existe), freios, sensores e sistemas de controle.
Torre
Estrutura que eleva o rotor a uma altura onde o vento é mais estável e menos turbulento. Quanto mais alta, maior o aproveitamento energético.
Sistema de controle
Conjunto de sensores e atuadores que ajustam a posição das pás, o alinhamento com o vento e os limites de operação para evitar danos.
Tipos de aerogeradores
Quanto ao eixo de rotação
Eixo horizontal: São os mais usados no mundo. Possuem melhor rendimento e maior capacidade de geração.
Eixo vertical: Funcionam independentemente da direção do vento, mas têm menor eficiência. Usados em aplicações específicas e ambientes urbanos experimentais.
Quanto ao tipo de gerador
Gerador assíncrono: Simples, robusto e tradicional. Depende da rede ou de capacitores para magnetização.
Gerador síncrono: Permite controle preciso da energia entregue. Muito usado em sistemas modernos.
Gerador de ímã permanente: Alta eficiência, especialmente em baixas rotações. Reduz manutenção e perdas elétricas.
Controle de potência e segurança
Quando o vento fica muito forte, o aerogerador não pode simplesmente girar mais rápido. O sistema ajusta o ângulo das pás (pitch) ou limita a rotação para evitar sobrecarga mecânica e elétrica.
Se os limites de segurança forem ultrapassados, o equipamento entra em parada controlada, protegendo estrutura e componentes internos.
Eficiência e limite físico
Nenhum aerogerador consegue aproveitar todo o vento disponível. Existe um limite teórico para essa conversão, o que torna o projeto aerodinâmico e o controle eletrônico tão importantes quanto o tamanho da máquina.
Na prática, a eficiência real depende do local, do regime de ventos e da qualidade do sistema de controle.
Aerogeradores onshore e offshore
Onshore Instalados em terra, com custo menor e manutenção mais simples.
Offshore Instalados no mar, onde o vento é mais constante. O investimento é maior, mas a geração também.
Integração com o sistema elétrico
Aerogeradores não entregam energia “crua” para a rede. Antes, passam por:
conversores eletrônicos,
transformadores elevadores,
sistemas de proteção e sincronismo.
Isso garante estabilidade e qualidade da energia gerada.
Vantagens reais
Fonte renovável e limpa
Baixa emissão de poluentes
Operação automática
Vida útil longa quando bem mantido
Limitações técnicas
Dependência do regime de ventos
Investimento inicial elevado
Impacto visual e sonoro (quando mal projetado)
Manutenção e vida útil
A manutenção envolve inspeção de pás, rolamentos, sistemas elétricos e eletrônicos. Um aerogerador bem operado pode ultrapassar 20 anos de vida útil, mantendo desempenho estável.
Aerogeradores não são “moinhos modernos”. São máquinas elétricas de alta complexidade, onde aerodinâmica, mecânica, eletrônica de potência e engenharia elétrica trabalham juntas. Quando o projeto ignora qualquer uma dessas áreas, o resultado é perda de eficiência e falhas prematuras.
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